
A Prefeitura do Rio divulgou dados do seu Sistema de Monitoramento de População em Situação de Rua (SMAS-RJ) no primeiro semestre. Segundo o relatório, de janeiro a junho de 2026, as equipes especializadas da pasta realizaram 116.951 atendimentos a moradores de rua de toda a cidade, com 35.815 acolhimentos para unidades da rede socioassistencial do município.
A região do Grande Centro foi a que concentrou o maior número de ocorrências, registrando mais de 50 mil atendimentos e quase 30 mil acolhimentos. Grande parte dos casos ocorreu no Centro da cidade, com 46.860 mil atendidas e 26.356 mil pessoas acolhidas.
As áreas com mais casos foram Cidade Nova, com 2.611 atendimentos e 1.514 acolhimentos; Lapa, com 1.653 atendimentos e 44 acolhimentos; Santo Cristo, com 1.243 atendimentos e 179 acolhimentos; Saúde, com 952 atendimentos e 849 acolhimentos; Rio Comprido, com 248 atendimentos e 12 acolhimentos; Estácio, com 192 acolhimentos e 14 atendimentos; Gamboa, com 85 atendimentos e 43 acolhimentos; e Caju, com 23 atendimentos e 13 acolhimentos.
Outra região que chamou atenção foi a Zona Norte, com 112 atendimentos e 2 acolhimentos, no total. São Cristóvão teve 62 atendimentos e 12 acolhimentos. O bairro de Benfica teve 33 atendimentos e 4 acolhimentos. Já no Catumbi, foram 23 atendimentos e 13 acolhimentos, e 14 atendimentos e 6 acolhimentos no Vasco da Gama.
Ao DIÁRIO DO RIO, a Prefeitura destacou que uma mesma pessoa pode ser atendida mais de uma vez ao longo do período, já que o trabalho das equipes é contínuo e baseado na construção de vínculos, na escuta qualificada e na oferta permanente de serviços. A adesão ao acolhimento institucional é voluntária, não havendo acolhimento compulsório.
Último censo já apontava problema no Centro
O último censo, que contabiliza pessoas em situação de rua da prefeitura do Rio, foi feito em 2024, mostrando um aumento de 4,2% em relação ao ano anterior, que usava dados de 2022. O total era de 8.195 mil pessoas sem-teto.
Ainda no censo de 2024, o Centro foi a região da cidade onde mais pessoas foram abordadas, seguido de Botafogo, Copacabana, Méier, Ramos, Bangu e Jacarepaguá.
O estudo também aponta que 82% dos entrevistados eram do sexo masculino, e mais de 70% estavam na faixa etária entre 18 e 49 anos. Metade respondeu que mantém contato com a família, e que a causa principal citada para dormir na rua foram conflitos familiares, seguido de alcoolismo ou uso de drogas.
















































































































