Chuva de meteoros atinge pico nesta quarta-feira; veja como observar no Brasil

Segundo a Organização Internacional de Meteoros (IMO), o fenômeno pode produzir 20 ou mais meteoros por hora em condições ideais. Os fragmentos entram na atmosfera terrestre a cerca de 66 quilômetros por segundo, provocando riscos luminosos que podem permanecer visíveis por alguns segundos.

A quantidade de meteoros observados, no entanto, dependerá das condições meteorológicas, da poluição luminosa e da claridade do céu. A iluminação da Lua também poderá dificultar a visualização dos meteoros menos intensos, principalmente nas grandes cidades.

O período mais favorável será durante a madrugada, depois que a Lua desaparecer no horizonte e antes do amanhecer. Os horários variam de acordo com a localização do observador.

Confira as janelas estimadas de observação em cinco capitais brasileiras:

  • Recife: das 1h20 às 3h43;
  • Fortaleza: das 1h31 às 4h02;
  • Rio de Janeiro: das 2h09 às 3h57;
  • São Paulo: das 2h24 às 4h10;
  • Porto Alegre: das 2h51 às 4h16.

Os intervalos são aproximados e não garantem a visualização dos meteoros. A presença de nuvens, a iluminação artificial e outras condições atmosféricas podem interferir na observação.

Para acompanhar o fenômeno, a recomendação é procurar a constelação de Órion, conhecida pelas Três Marias. Depois da meia-noite, a constelação poderá ser localizada entre o leste e o nordeste, subindo gradualmente no céu.

Apesar disso, não é necessário olhar diretamente para Órion. Os meteoros podem atravessar diferentes regiões do céu, por isso o ideal é observar uma área ampla.

Também vale escolher um local afastado das luzes da cidade, com o horizonte livre e pouca iluminação artificial. Telescópios e binóculos não são necessários e podem limitar o campo de visão.

As regiões Norte e Nordeste poderão apresentar condições geométricas mais favoráveis em determinados locais, devido à altura da região de origem aparente dos meteoros no horizonte e ao intervalo disponível para observação.

A chuva de meteoros está diretamente relacionada ao cometa Halley. Durante suas passagens pelo Sistema Solar, o cometa libera poeira e pequenos fragmentos que permanecem espalhados ao longo de sua trajetória.

Quando a Terra atravessa essa trilha de partículas, os fragmentos entram na atmosfera em alta velocidade e produzem os rastros luminosos conhecidos como estrelas cadentes.

O cometa Halley, entretanto, não poderá ser visto durante o fenômeno. Sua última passagem pelo Sistema Solar interno ocorreu em 1986, e seu próximo retorno está previsto para 2061. O astro leva aproximadamente 76 anos para completar uma órbita ao redor do Sol.

Além das Orionídeas, que ocorrem em outubro, os fragmentos do Halley também dão origem à chuva de meteoros Eta Aquáridas, observada geralmente em maio.

Mesmo depois do pico desta semana, as Orionídeas continuarão ativas até o início de novembro. A tendência, porém, é que a frequência de meteoros diminua gradualmente nos próximos dias.



Diario Regional RJ

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