A decisão de prorrogar o horário de votação até as 19h em todo o Brasil, neste domingo (25), levanta questionamentos sobre o tempo de resposta da Justiça Eleitoral diante das denúncias de dificuldades no transporte de eleitores.
Às 14h33, durante entrevista coletiva, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, foi questionado por uma repórter do SBT sobre a possibilidade de ampliar o horário de votação, especialmente diante dos problemas registrados na Bahia.
Naquele momento, já havia um pedido de prorrogação apresentado desde as 13h22. O ministro respondeu que a situação seria avaliada. A declaração foi registrada em vídeo pela equipe de reportagem da Manchete.
Pouco depois das 16h, faltando menos de uma hora para o encerramento previsto, Nunes Marques determinou que o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) e a Procuradoria Eleitoral se manifestassem no prazo de 30 minutos.
Enquanto isso, a coligação do presidente Lula também acionou o Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Cristiano Zanin determinou a prorrogação da votação por duas horas, até as 19h, em todo o território nacional.
A medida, considerada inédita na história recente das eleições brasileiras, levou o TSE a interromper temporariamente a totalização dos votos.
A sequência dos acontecimentos deixa uma questão: diante de denúncias conhecidas desde o início da tarde e de um pedido formal já apresentado, a definição sobre a prorrogação poderia ter ocorrido antes?
















































































































